Por que os escritores têm de morrer tão cedo?

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Você alguma vez já formulou em sua cabeça perguntas: “Como é a vida de um escritor?”, “Por que escrever tanto?”, “Ao escrever sobre o amor, significa estar apaixonado?”

Ele pega o cigarro, coloca-o ritualmente na boca. Ela acende e traga-o como quem estivesse sendo sufocada por falta do ar puro.

Ele, um copo de whisky para iniciar a solitária noite. Ela, um copo de café para iniciar a silenciosa manhã. Ambos com um bloco de notas na mão.

Ele, escritor famoso. Ela, nem a própria família acreditava em seu sonho. Ele, o dito; ela, o não lido. Ela escrevendo sobre o primeiro amor, a virgem dos lábios de mel. Ele, vivendo a brisa da cocaína com o aroma do corpo agradável de duas mulheres sensuais.

Vinte e sete anos é a expectativa de um boêmio. Ela, em uma última poesia para se cortar os pulsos, e só esse texto lhe faria o sucesso pós-morte. Ele, em um último Best-seller para em seguida, de modo inevitável, cair em overdose.

Essa é a história de todos nós, que escrevemos sem descanso para falar a outras almas uma percepção do mundo, talvez mais que isso, pelo fato de também vivemo-la.

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