A Música Mais Triste do Mundo

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E quando tudo o que fazemos nos remete a alguém? E quando buscando por sua imagem em qualquer lugar, nos machucamos ainda mais sem perspectiva de cicatrização?

Ele com os olhos fechados, segurando firme com as duas mãos o microfone, balanceia o corpo acompanhando o ritmo da introdução do pianista. Quando o violão se ascende, não somente a perna do cantor se energiza com a melodia, mas também o seu coração. Quando começa definitivamente a cantar, ela aparece.

Ela tão bela e frágil como um jarro de porcelana chinesa. Seu rosto parecia sob encomenda para que, quando a olhassem fosse amada e desejada por qualquer um. E ele acreditou ser esse qualquer um.

Ele mostrava para o público uma letra, uma melodia. Mas para si mesmo, tomava em seus olhos cenas maravilhosas que tivera com ela. Momentos em que aprendeu muito sobre o agarrar a felicidade, não ter medo e nem se arrepender de ter nascido. Ele oferecia música e recebia a presença dela.

No auge de “One more time, one more chance”, ergue a voz para manter o refrão. Porém, acaba por derramar lágrimas que tonalizam ainda mais forte e significativo sua canção. Ao terminar, se curva diante do público que por sua vez bateriam as palmas.

Essa é a história de todos nós, que carregamos sempre a saudade, a falta de alguém dentro do nosso peito.

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