O Medo da Adoção

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O passado mesmo que já tenha se tornado história, é algo mais concreto do que o futuro. Ela, apertando com medo a barra da saia, incerta e chorosa. Ele que decidido por adotá-la, apanhava as últimas papeladas.

Ela perdera a mãe aos doze anos, o pai aos sete. Ela ganhara uma madrasta, um padrasto. Ainda conquistara a oportunidade de recomeçar, mas seu medo, sua prematuridade lhe ofuscava o caminho a seguir.

Ela pensou em ficar bem por fora, tentar ficar bem consigo mesma. Na nova escola, gostava de comer sozinha e sentia que podia ser menos infeliz assim. Nas horas em seu novo quarto questionava se realmente queria outro nome, então criou um improvisado em sua própria cabeça. “Você choraria se eu morresse? Você se lembraria do meu rosto?”

Ele empolgado para a festa de quinze anos dela, para a colação de grau da filha. Para o inicio da faculdade, e até mesmo do momento que conheceria seu genro. Ela, aos poucos descobrindo o amor que sua nova família lhe dava, mas até conseguir aceitar ela chorou, chorou.

Essa é a história de todos nós, que por forças das circunstâncias precisamos recriar uma família, sendo o maior agente das mudanças ou o mais afetado.

 

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