Minha luta: Zarolho com orgulho!

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Essa é a minha história desde que nasci…

Deus buscou em primeiro lugar, a beleza. O paraíso do Éden foi a consumação disto. A natureza e o homem eram belos. Assim dizia Rubem Alves no seu artigo “Quem sou?”.

Esse pensamento tem total coerência levando em conta que, até o século passado, pessoas com deficiências físicas ou mentais eram consideradas “reencarnação do demônio”.

Porém, antes fosse somente fanatismo religioso…

Na escola, quando ele a percebeu na carteira ao lado, começou a rir e apontar “zóio de lula”, “zaroi”, “a cara do capeta”! Introvertida que era, pôs-se a chorar. Contudo, ao chegar em casa preferiu brincar com um tampão no olho e se declarar “pirata!”.

Na rua, quando a percebeu do seu lado, ele queria iniciar uma conversa. Mas ela tão insegura como era, não conseguiu encará-lo de frente. Chegando em casa, preferiu treinar em frente ao espelho o seu olhar torto, e sem resultado, questionou “Deus por que me fez assim?”.

Na balada, quando ele a percebeu do seu lado, e depois de ter tomado três latinhas de cerveja, disse “nossa como é feia”, “difícil alguém, na noite, querer ficar com você!”. Ela chegando em casa, mesmo depois de ter lavado bem o rosto, viu que a bela maquiagem havia saído, porém o seu rosto…

O tempo foi passando e tiraram o demônio dela, mas colocaram-lhe outro sinônimo.

Essa é a história de um ex-endemoniado, do ex-bruxo, atualmente, do singular e nada mais do que, “feio (a) para os padrões de beleza”.

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