O vício nosso de cada dia

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Vícios. Quando o inconsciente explode tomando o controle da consciência e, perdendo-se de si mesmo, a lucidez vai a lugares sem paradeiros. Mesmo vozes como “Pare! Você deve parar!” não alcançam mais. A musculatura do corpo entra num colapso, o peito é sufocado e, logo em seguida, os tremores nas pernas se iniciam. A abstinência é sofrida.

Lágrimas implorando ajuda, ainda assim, não tira um olhar de viciado. Algo que não está mais na autonomia do seu próprio ser, que passou do seu limite, despertando algo profundo, medonho e desumano. Destruindo tudo de dentro para fora. Dos sentimentos ao corpo, do seu ego ao coletivo familiar. Outro ser despertado dentro de nós mesmos.

Das mãos com câimbra devido ao movimento repetitivo de fincar a faca no peito de seu semelhante, das incontáveis bebidas alcoólicas que ingeriu em menos de quinze minutos, do pó que lhe satisfaz as narinas. Do sexo compulsivo e liberal. Da gilete que percorre sobre o pulso tingindo-o da cor de sangue.

A inconsciência prazerosa, não mais reprimida e no comando do corpo. A consciência conflituosa, pedindo por misericórdia. Essa é a história do: “eu sei que as drogas acabam com a pessoa e fere quem me ama; eu também as amo, mas não posso mais voltar atrás, eu imploro me ajude!”. “Se possível, Deus me mate para poupar-nos este sofrimento.”

Onde perdemos o controle? Ainda há motivos para buscarmos a superação de nossos ciclos viciosos? Nisso devemos pensar. Boa semana!

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