O amor nos versos de Adriana Calcanhoto

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Cantora Adriana Calcanhoto

Música, junção de melodia e letra. Música nos toca como estimulo, desabafo, consolação, alegria para a alma. De um sentimento leve ao mais pesado e melancólico. A música são histórias, é literatura… Atravessa o tempo.E por falar no tema, nada melhor do que conversar sobre as músicas de Adriana Calcanhoto, uma verdadeira e completa mistura de poesia e batida de violão. As três canções hoje discutidas têm o nome de “Mentiras”, “Devolva-me”, “Metade”.

Vale antes dizer que a análise aqui contida não tem compromisso nenhum com a academia ou por qualquer estruturalismo da Análise do Discurso e, para essas três canções contenho-me somente na percepção que tenho dos versos e do eu – lírico.

Três músicas que nos falam de um aspecto muito forte na vida: o amor. Mas o amor narrado nas canções trata-se do sentimento e de como se é reagido a partir dele.

“DEVOLVA-ME” potencializa o rompimento de um amor, e até busca, a partir disso, viver em paz numa nova etapa para a sua vida (do eu – lírico). Diz-se:

Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim será melhor meu bem

[…]

Deixe-me sozinho
Porque assim eu viverei em paz
Quero que sejas bem feliz
Junto do seu novo rapaz

Apesar da atitude em deixar a pessoa seguir um novo rumo, sinto uma dose de descontentamento por parte do eu – lírico no trecho: “Quero que sejas bem feliz, junto do seu novo rapaz.” E dando proximidade ao que realmente é a vida, outra composição de Adriana com o nome de “MENTIRAS” chora em seu coro:

Que é pra ver se você volta
Que é pra ver se você vem
Que é pra ver se você olha pra mim

Tudo isso após publicar os segredos do amado, depois de escrever em seu muro e arranhar o seu rosto. “MENTIRAS” é outra canção, mas tenho a sensação de que é a continuação do “Deixe-me sozinho” “em DEVOLVA-ME”, ou para algumas pessoas o “deixado sozinho”.  Em qualquer um dos dois casos, o rompimento é muito difícil e doloroso.

“MENTIRAS” é um desesperado pelo o amor, o amor de alguém que já não compartilha o sentimento. É tentar derramar você nos planos do outro, quando você originalmente nunca esteve nesses planos.

E por fim, “METADE” é a decadência final de todo esse processo, METADE sou eu hoje.

Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco à hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim

Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio

Onde será que você está agora?

Por que o amor não é sempre um sentimento de felicidade.

TEXTO POR: Wilker Santos

 

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