Cuidado! Silêncios geram gritos…

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Imagem do filme Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha.

“Passa de mim o cálice”. Duas figuras marcantes utilizaram essa expressão, a primeira foi Jesus Cristo orando no jardim do Getsêmani, e dele acrescento conforme diz a bíblia o “Se possível passar”. A segunda cantou essa expressão em “Cálice”, Chico Buarque e Milton Nascimento.

Podemos dizer, a princípio, que há desconexão e não faz sentido misturar Jesus Cristo e Chico Buarque num mesmo texto. Por hora, analisemos que o “Cálice” é uma figura muito importante ainda hoje. Simplificando, o cálice nada mais é do que uma “taça” para servir algo.

Jesus Cristo seria servido do cálice da “separação de Deus”, e posteriormente, ele nos oferecia um cálice com “o sangue da nova reconciliação”. Mas, na história, o cálice que a religião começou a distribuir gerou muito “cale-se” de Chico Buarque.

Houve, por muito tempo, a imposição do silêncio. “Isso não se fala”, “isso não se discute!”. Da igreja esse comportamento se alastrou às casas, às escolas e ao ambiente corporativo. Houve ditadura governamental, espiritual, emocional. Contudo, quem rompe com o silêncio, não fala, ma sim grita!

Quem consegue se livrar da mordaça grita! Talvez, seja esse o motivo de não conseguirmos mais, nesse liberalismo, absorver as inúmeras vozes dissonantes da sociedade.

Quais são os silêncios que lhe oferecem cotidianamente? Quais realmente devemos tomar? E ainda, quais devemos cantar “Pai, afasta de mim este cálice (cale-se)”?

Pensemos nisso.

Entre a Fé e a Expectativa

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Existe uma linha muito tênue entre a expectativa e a fé, e quando isso não é observado caímos em total frustração. Para evitar os desapontamentos, até temos o conhecido ditado: “Crie gatos, menos expectativas!”. Mas apesar de resultados dolorosos, essas expectativas nos fazem sentir vivos. Ter fé também é um dos ingredientes essências para a jornada existencial.

O grande problema da tenuidade desses dois elementos é a confusão que pode causar nas pessoas. Uma criança junta às mãos rezando por sua mãe que sofreu um acidente de carro e com isso ele tem expectativa, de que ela, ainda jovem, voltará para casa. Enquanto um rapaz, em sua fé, acredita que o destino tem lhe reservado uma mulher que lhe será a sua esposa.

Podemos cair no pensamento de que, no primeiro momento, ter fé é gerar expectativas. Porém, a fé chega ser mais do que isso, a fé é a tranquilidade, a certeza. E para a criança que estava com a mãe internada, apesar de toda a jovialidade dela, e do ambiente propiciar expectativas de que jovens não morrem. A expectativa falhou com o garoto.

O rapaz aguardava a sua noiva na igreja, ele tinha fé que ela iria aparecer. Contudo, nada aconteceu. A fé e a expectativa estavam com papéis trocados, e só o que poderia acontecer é dores mais agudas.

É, realmente, difícil lidar com expectativas e fé, de modo que, vivos com todas essas emoções, não queiramos morrer em algumas delas. Quando esgotamo-nos de frustrações, não resta mais sinceramente o que dizer, senão: “Ajuda a minha incredulidade!” E pessoas incrédulas são tão tristes quanto às pessoas que ainda preferem se permitir criar expectativas ou algum tipo de fé.

Minhas expectativas me feriram novamente, é hora de começar mais uma semana… Bora?

 

Cuidado com o ladrão dessa semana…

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Há uma música muito interessante do cantor Gabriel, O pensador; em determinada estrofe é cantado: “A rua é perigosa então eu vejo televisão (Tá lá mais um corpo estendido no chão!)”… De uma música muito completa e crítica à forma da educação predatória, quero extrair somente esse trecho para reflexão.

Os jornais, de tendências sensacionalista, são a reprodução do “pior” que há no ser humano. Em outras palavras, vivem da desgraça do homem. E somos levados a desacreditar no ser humano, a desconfiar de todo mundo, pois “o mundo está perdido”. Essa ideia é reafirmada e glorificada por púlpitos religiosos que defendem “o mundo está toda essa violência devido o diabo ter vindo para roubar, matar e destruir.”

Temos o contato com a mídia que desmoraliza o ser humano, e ainda mais com a religião que encapeta esse ser. O cenário é caótico! De inicio parece só restar duas opções: não sair mais de casa e não confiar em ninguém ou buscar uma salvação estilo Marvel para esse planeta.

Porém, se encararmos JOÃO 10:8 com seriedade, o texto eliminará essas duas opções e propor a solução. Se deixarmos de lado o sensacionalismo da TV Record e do Programa do Datena, e, se ainda ignorarmos o discurso terrorista evangélico que diz ser esse ladrão, o diabo; poderemos nós mesmos ser a solução!

Pois se pararmos para analisar nossas ações no cotidiano, notaremos em algumas vezes, que somos o ladrão que rouba sonhos, mata pessoas e destrói relações humanas. A mídia até grita a violência física, mas todos os dias nós somos os agredidos e os agressores emocional.

Em todo o lugar que houver o ladrão que rouba, mata e destrói; haverá uma atmosfera maléfica e doente. Grandes empresas sabem disso, por isso, tem explorado os “autos-ajudas”.

Como é o ambiente em que você está? Como é você no ambiente em que está? Lembrem-se, as boas pessoas constroem, mas o ladrão prefere reclamar, sempre ver o lado negativo da construção. Você constrói ou destrói sonhos?

Pensemos nisso nessa semana, pode até ser que comecemos a mudar a ótica sobre as pessoas que estão sobre esse mundo.

O vício nosso de cada dia

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Vícios. Quando o inconsciente explode tomando o controle da consciência e, perdendo-se de si mesmo, a lucidez vai a lugares sem paradeiros. Mesmo vozes como “Pare! Você deve parar!” não alcançam mais. A musculatura do corpo entra num colapso, o peito é sufocado e, logo em seguida, os tremores nas pernas se iniciam. A abstinência é sofrida.

Lágrimas implorando ajuda, ainda assim, não tira um olhar de viciado. Algo que não está mais na autonomia do seu próprio ser, que passou do seu limite, despertando algo profundo, medonho e desumano. Destruindo tudo de dentro para fora. Dos sentimentos ao corpo, do seu ego ao coletivo familiar. Outro ser despertado dentro de nós mesmos.

Das mãos com câimbra devido ao movimento repetitivo de fincar a faca no peito de seu semelhante, das incontáveis bebidas alcoólicas que ingeriu em menos de quinze minutos, do pó que lhe satisfaz as narinas. Do sexo compulsivo e liberal. Da gilete que percorre sobre o pulso tingindo-o da cor de sangue.

A inconsciência prazerosa, não mais reprimida e no comando do corpo. A consciência conflituosa, pedindo por misericórdia. Essa é a história do: “eu sei que as drogas acabam com a pessoa e fere quem me ama; eu também as amo, mas não posso mais voltar atrás, eu imploro me ajude!”. “Se possível, Deus me mate para poupar-nos este sofrimento.”

Onde perdemos o controle? Ainda há motivos para buscarmos a superação de nossos ciclos viciosos? Nisso devemos pensar. Boa semana!

Como devemos contar os nossos dias?

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Você está lendo isso hoje, mas o relógio sempre caminha para frente, o futuro se apresenta muito mais presente do que há cinco minutos. É verdade que não podemos parar o tempo e todos que tentam fazê-lo acabam sofrendo.

Querer parar o tempo é ter dentro de si angústia, medo do que pode vir. Tentar congelar o tempo é querer construir uma cadeia em suas emoções. É você parar no tempo e não você parar o tempo.

Há duas formas de lidar com o tempo passado: uma é se agarrar a ele e não permitir novidade de vida. “Ah… Por que quando meus pais eram vivos…”, “Quando eu tinha aquele emprego…”, “Quando nos casamos era…”; a outra é também se agarrar ao tempo, mas para solidificar o que está por vir, é dar a devida importância para tudo o que já se passou na vida e compreender que são experiências.

O filme O Resgate do Soldado Ryan termina com uma bela cena, o velho Ryan está diante do túmulo do capitão que lhe salvou a vida, emocionado ele diz: “Eu fiz a sua vida valer a pena em mim.” Em alguns momentos teremos de romper o passado, qual é a forma que utilizaremos para isso?

Há um salmo (90:12) que diz ”Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio”. Perdi minha mãe aos doze anos e a forma que encontrei para continuar foi “viver para que todos a vejam em mim.” Essa é a forma que conto os dias, ao contrário de que morreu, o mais importante foi que ela viveu.

Agora mais um dia irá começar. Como foram os seus dias anteriores, sabe contar?

O poder da droga da música

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Continuando a série de reflexões semanais sobre um versículo bíblico e não perdendo a referência externa sobre o momento social a qual vivemos, o tema é sobre música. A música no nosso cotidiano, a música que toca constantemente nos nossos fones de ouvidos. Mas antes de prosseguir, você já parou para pensar no poder que a música tem sobre as nossas emoções, nossos estímulos, e o nosso corpo?

Eis o texto: “E sempre que o espírito mau de Deus acometia o rei, Davi tomava a harpa e tocava. Saul acalmava-se, sentia-se aliviado e o espírito mau o deixava.” 1 Samuel 16:23. Fico imaginando qual seria a melodia que Davi compunha nessas horas para Saul; até podemos sugerir canções, mas jamais saber qual seria a tocada.

A música tem o poder de terapia, entretenimento, alienação. Desde o inicio da história essa arte foi consumida, interpretada e usada de formas diversas, mas ainda hoje tem o desconhecimento de seus limites. O que é música? O que não é? Se sua alma agonizasse nesse momento qual estilo musical lhe acalmaria? E se você quisesse se alegrar, dançar… Qual seria?

Classificar o que é e o que não é música chega ser injusto, pois, essa é um processo particular entre o ouvinte e a melodia escutada. Mas, em nossos sentimentos conseguimos dizer quais músicas são terapêuticas, quais são para festejos e, com um pouco mais de olhar crítico, até dizer o que é alienação.

A música é sempre sentida, primeiramente, pelo compositor. Músicas são histórias e emoções. Vale à pena refletir o que essas têm nos transmitido. A música de amanhã cedo lhe renova ou aliena? Isso tem de ser respondido por você e não pela cantora Anita ou pelo Senado Brasileiro.

 

A renovação versus O conservadorismo – Em qual lado você está?

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Do filme: A Paixão de Cristo

Nessa semana ouvi a fala de Sérgio Groisman que me chamou muito a atenção, “Eu gosto de entrevistar os adolescentes, por que eles falam o que vem a cabeça.” A discussão estava em torno dos diferentes públicos de televisão. Para Groisman, os adolescentes são a possibilidade da quebra do previsível, do questionamento de toda a estrutura social.

Continuando a série de pequenas reflexões a partir de um versículo bíblico, neste momento, quero falar da dificuldade que temos de romper com o velho. Em todos os setores sociais temos esse problema, desde a política ao campo religioso. Quer um exemplo?

Diz a bíblia: “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformada pela renovação do vosso entendimento, para que experimente qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2 Passe a perceber o quanto é difícil ser renovado de entendimento para a própria religião que declara em seus cultos tal texto. Mesmo aquela religião que se diz ser a do Novo Testamento, porém ela mesma não consegue romper com o espírito de Velho Testamento.

Contudo, essa questão de conservadorismo está por toda parte, temos pessoas que preferem estagnar em um relacionamento e sofrer, ao invés de se lançar à novidade do que pode ser a ausência dele; outras ainda preferem reclamar do trabalho, a tomar a atitude de mudá-lo. O velho nos condiciona sempre a repetições.

Minha amada professora de Língua Portuguesa me ensinou a ter medo de “saudosismos”, pois sempre estaremos apegados a um passado que talvez nos acomode, e não nos faça evoluir. Pensar nisso agora pode nos prevenir de ascensão social de pessoas como Bolsonaro e nos sensibilizar e lamentar um dos erros repetidos ainda neste século XXI, que é ter Donald Trump representante de uma nação.

Pensemos em nossa renovação individual, espiritual, familiar e não nos esqueçamos principalmente do social. A vida se apresentará muito mais interessante a partir disso! Boa semana.

 

A mentira que nos mantem em pé…

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Não escreveria nada referente à “mentira” consagrada no dia 1ª de abril, assim já havia decidido, quando zapeando os canais vi um jornal da TV Cultura encerrar o programa indicando aos seus telespectadores, “Verdade, doce ilusão” de Marisa Monte, e com a reflexiva: “No dia da mentira, pensemos sobre o que é a verdade.”

Confesso que o que mais me prendeu a atenção não foi a reflexão evocada pela a âncora, mas sim o fato de um jornal (em sua totalidade pelo que assisti naquela edição), se propor a tratar os fatos, as noticias em busca da verdade. O que no Brasil, ao se tratar de mídia de comunicação é totalmente o oposto, os fatos sempre mascarados como convém aos interesses de quem tem o maior poder.

Peço desculpas em não discorrer sobre o assunto: “mentira nos relacionamentos amorosos, mentiras da adolescência ou qualquer outra mentira mais particular”, a minha preocupação é maior, ela se estende a mentira social. Porém, por favor, termine de ler esse artigo que no final lhe direi uma grande verdade.

Primeiro só é possível compreender o que é mentira quando se conhece a verdade, e mesmo essa verdade é construída pela moral e a ética, isso nos campos sociais. Por que não falo das mentiras particulares? Devido essas serem de senso comum e sem qualidade para desenvolvimento do ser humano… Que proveito há em discutir mentiras como: “Eu traí a minha esposa”, “O Palmeiras é campeão do mundo! (HAHAHAHA)”, “Quero namorar você”? Sem dúvidas, não há nada que acrescente.

É por isso que, invoco o questionamento sobre a verdade, e dependendo de como for a sua análise, chegará à conclusão de que vivemos toda a nossa vida baseada na mentira. Dessa forma, o dia 1ª de abril poderia ser renomeado à “Dia Internacional da Existência do homem”.

Querem um exemplo da mentira vivida todos os dias? Veja a Constituição Brasileira que garante direito à educação, à saúde, à alimentação, à moradia e etc. Outro exemplo? A religião é um campo vasto para as mentiras que necessitamos ouvir. E digo que, não estou pontuando caso a caso para desmoralizar essas mentiras, mas para dizer que a sociedade precisa delas para funcionar conforme os interesses dos mais poderosos.

Eu prometi ao final uma verdade: é que amanhã levantaremos e iremos fazer a nossa reza “Pai, nosso que está no Céu… A mentira nossa de cada dia nos daí hoje, perdoai as nossas verdades!”. Mas experimente algo novo nessa semana, olhe para o seu redor e tente perceber a mentira que sustenta todo o funcionamento social.

Em todas as vezes que me apaixonei…

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Ele, perdido nos lençóis e embriagado pelo o aroma da pele dela impregnado no pano, sabia que havia perdido o jogo… Aquele jogo do amor onde quem demonstrar estar mais envolvido com o outro, perde. Mas ele, que nesse caso, sou eu… Já sabia lidar com essa situação, eu só não sei lidar com o que vem depois.

Dizem que no começo da história, Deus viu que o homem estava sozinho e assim lhe deu uma companheira para que não ficasse só. Porém, nos dias de hoje a companheira decidiu não mais ser muleta para homem… Elas ousaram a pensar grande sobre a razão de sua existência.  Em contrapartida, ele que na verdade sou eu, ousou duvidar do motivo de sua sobrevivência

Só que eu me sentia sozinho… Então me apaixonei pela professora da pré-escola, me apaixonei pela médica do postinho de saúde, me apaixonei pelas minhas amigas, amei uma senhora casada, me apaixonei pela imagem feminina em um computador, desejei a freira que um dia passou pelo meu bairro… E eu perdi sempre, no jogo era quem demonstrava ser o mais envolvido.

Em último grito de socorro, minha psicóloga disse-me para eu amar a mim mesmo… Eu adoraria desfrutar da psicanálise, mas antes estou mais interessado em desfrutar de um relacionamento amoroso com ela. Só que não é possível… Vou chegar ao fim desse texto com ciclo repetitivo.

Ao lado de quem nos deixa só…

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Imagem: 05 Centímetros por Segundo (filme)

Os olhos dele acompanham centímetro por centímetro o movimento de elevação do foguete sob o céu azul, o vento sopra e faz com que sua roupa se comprima contra o corpo. Seja na contemplação do foguete, o sol ou a lua, os olhos dele nunca se contentariam a notar a pessoa que estava ao seu lado. E eles estavam lado a lado há muito tempo.

Temos a necessidade de nos relacionarmos, é um beco sem saída, teremos que passar pelo caminho dos diversos tipos de relações. Não se relacionar é negar estar vivo, não se relacionar é ser zumbi. Mas a que preço nós devemos querer estar em uma relação? Veja se essa relação é física ou sentimental, e lhe digo que para um relacionamento satisfatório essa condição OU não exista. São os dois!

Caso contrário, viveremos enganados… Como um romântico ao pôr do sol sem qualquer toque na senhorita que está ao seu lado, quando na verdade, ele poderia lhe oferecer sentimento e pele. Enganados como um garanhão que não sabe nada além da necessidade sexual.

Os grandes descompassos ao viver ao lado de alguém estão relacionados à leitura correta do que é um relacionamento. Sem isso, o foguete continuaria a subir pelo céu… Ele curtiria sozinho o espetáculo e ela esperaria o dia em que ele pudesse a notar. A diferença dela para outro rapaz que estava em um trem lotado de gente desconhecida era mínima. Ambos estavam ao lado de pessoas sob o mesmo teto, mas que nunca se encontrariam.

Ela pensa “Se ao menos eu pudesse te encontrar…”

Ele também pensa e escreve isso.

POR WILKER DOS SANTOS