A mentira que nos mantem em pé…

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Não escreveria nada referente à “mentira” consagrada no dia 1ª de abril, assim já havia decidido, quando zapeando os canais vi um jornal da TV Cultura encerrar o programa indicando aos seus telespectadores, “Verdade, doce ilusão” de Marisa Monte, e com a reflexiva: “No dia da mentira, pensemos sobre o que é a verdade.”

Confesso que o que mais me prendeu a atenção não foi a reflexão evocada pela a âncora, mas sim o fato de um jornal (em sua totalidade pelo que assisti naquela edição), se propor a tratar os fatos, as noticias em busca da verdade. O que no Brasil, ao se tratar de mídia de comunicação é totalmente o oposto, os fatos sempre mascarados como convém aos interesses de quem tem o maior poder.

Peço desculpas em não discorrer sobre o assunto: “mentira nos relacionamentos amorosos, mentiras da adolescência ou qualquer outra mentira mais particular”, a minha preocupação é maior, ela se estende a mentira social. Porém, por favor, termine de ler esse artigo que no final lhe direi uma grande verdade.

Primeiro só é possível compreender o que é mentira quando se conhece a verdade, e mesmo essa verdade é construída pela moral e a ética, isso nos campos sociais. Por que não falo das mentiras particulares? Devido essas serem de senso comum e sem qualidade para desenvolvimento do ser humano… Que proveito há em discutir mentiras como: “Eu traí a minha esposa”, “O Palmeiras é campeão do mundo! (HAHAHAHA)”, “Quero namorar você”? Sem dúvidas, não há nada que acrescente.

É por isso que, invoco o questionamento sobre a verdade, e dependendo de como for a sua análise, chegará à conclusão de que vivemos toda a nossa vida baseada na mentira. Dessa forma, o dia 1ª de abril poderia ser renomeado à “Dia Internacional da Existência do homem”.

Querem um exemplo da mentira vivida todos os dias? Veja a Constituição Brasileira que garante direito à educação, à saúde, à alimentação, à moradia e etc. Outro exemplo? A religião é um campo vasto para as mentiras que necessitamos ouvir. E digo que, não estou pontuando caso a caso para desmoralizar essas mentiras, mas para dizer que a sociedade precisa delas para funcionar conforme os interesses dos mais poderosos.

Eu prometi ao final uma verdade: é que amanhã levantaremos e iremos fazer a nossa reza “Pai, nosso que está no Céu… A mentira nossa de cada dia nos daí hoje, perdoai as nossas verdades!”. Mas experimente algo novo nessa semana, olhe para o seu redor e tente perceber a mentira que sustenta todo o funcionamento social.

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Em todas as vezes que me apaixonei…

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Ele, perdido nos lençóis e embriagado pelo o aroma da pele dela impregnado no pano, sabia que havia perdido o jogo… Aquele jogo do amor onde quem demonstrar estar mais envolvido com o outro, perde. Mas ele, que nesse caso, sou eu… Já sabia lidar com essa situação, eu só não sei lidar com o que vem depois.

Dizem que no começo da história, Deus viu que o homem estava sozinho e assim lhe deu uma companheira para que não ficasse só. Porém, nos dias de hoje a companheira decidiu não mais ser muleta para homem… Elas ousaram a pensar grande sobre a razão de sua existência.  Em contrapartida, ele que na verdade sou eu, ousou duvidar do motivo de sua sobrevivência

Só que eu me sentia sozinho… Então me apaixonei pela professora da pré-escola, me apaixonei pela médica do postinho de saúde, me apaixonei pelas minhas amigas, amei uma senhora casada, me apaixonei pela imagem feminina em um computador, desejei a freira que um dia passou pelo meu bairro… E eu perdi sempre, no jogo era quem demonstrava ser o mais envolvido.

Em último grito de socorro, minha psicóloga disse-me para eu amar a mim mesmo… Eu adoraria desfrutar da psicanálise, mas antes estou mais interessado em desfrutar de um relacionamento amoroso com ela. Só que não é possível… Vou chegar ao fim desse texto com ciclo repetitivo.

Ao lado de quem nos deixa só…

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Imagem: 05 Centímetros por Segundo (filme)

Os olhos dele acompanham centímetro por centímetro o movimento de elevação do foguete sob o céu azul, o vento sopra e faz com que sua roupa se comprima contra o corpo. Seja na contemplação do foguete, o sol ou a lua, os olhos dele nunca se contentariam a notar a pessoa que estava ao seu lado. E eles estavam lado a lado há muito tempo.

Temos a necessidade de nos relacionarmos, é um beco sem saída, teremos que passar pelo caminho dos diversos tipos de relações. Não se relacionar é negar estar vivo, não se relacionar é ser zumbi. Mas a que preço nós devemos querer estar em uma relação? Veja se essa relação é física ou sentimental, e lhe digo que para um relacionamento satisfatório essa condição OU não exista. São os dois!

Caso contrário, viveremos enganados… Como um romântico ao pôr do sol sem qualquer toque na senhorita que está ao seu lado, quando na verdade, ele poderia lhe oferecer sentimento e pele. Enganados como um garanhão que não sabe nada além da necessidade sexual.

Os grandes descompassos ao viver ao lado de alguém estão relacionados à leitura correta do que é um relacionamento. Sem isso, o foguete continuaria a subir pelo céu… Ele curtiria sozinho o espetáculo e ela esperaria o dia em que ele pudesse a notar. A diferença dela para outro rapaz que estava em um trem lotado de gente desconhecida era mínima. Ambos estavam ao lado de pessoas sob o mesmo teto, mas que nunca se encontrariam.

Ela pensa “Se ao menos eu pudesse te encontrar…”

Ele também pensa e escreve isso.

POR WILKER DOS SANTOS

Toda mulher é livre…

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Você sente medo? Não? Mesmo que, por exemplo, em uma situação você tenha que ir contra o pensamento dos outros? Se ainda assim sua resposta for afirmativa para a ausência do medo, pode desfrutar a beleza e a liberdade que há na coragem.

As mulheres ignoram o medo da dor do parto, da perda de sua própria liberdade para cuidar de um filho, mesmo que esse futuramente possa vir a ser inconstante e rebelde. Mas, há mulheres também que ousa, loucamente, a se opor ao pensamento de que a mulher deve procriar para ser feliz, a auto-suficiência é acima de tudo o segredo dessas.

Há mulheres que baila fantasiosamente um casamento, enquanto outras preferem bailar em uma pista de dança na Rua Augusta…  Uma estará muito preocupada em preparar o almoço, a outra, no escritório, prepara a pauta para a reunião da diretoria.

Seja qual for o paradigma superado pela mulher, sabe-se que ao final do dia o conforto e proteção são garantidos por ela mesma, talvez na figura de uma mãe…

Diz Schopenhauer que a mulher é um efeito deslumbrante da natureza; já eu acredito que a mulher é a origem de toda a natureza. À coragem, à superação e à qualidade de vida que essa traz a humanidade… Mulher é um paraíso!

POR WILKER DOS SANTOS

Hora de Parar o Coração

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O primeiro comprimido desceu a garganta de Victor, ele esperava alguma reação, novidade ou sintoma, mas nada aconteceu. Os dias passavam e nada mudava. O segundo, o terceiro, e a coragem de engolir mais comprimidos aumentava.

“Você está louco! Por que está se dopando cada vez mais?” – questionava-lhe o pai. E Victor tinha uma resposta – “Eu não quero sentir dor!”. Contudo, as pílulas não mudavam nada, era a mesma coisa: infeliz e solitário buscando o alivio de uma dor na alma.

Os fones nos ouvidos tocavam “Passing Afternoon” de Iron & Made, olhos fechados, enquanto naquela manhã o ônibus o levava para o fatídico emprego. As pálpebras de Victor tremiam conforme o embalo do autocarro pelas ruas esburacadas. Feixes de luz do sol penetravam-lhe as córneas e revezava com a escuridão das sombras nas árvores ao passo dos quilômetros percorridos. Nada o preocupava e nem incomodava naquela viagem.

A quantidade de passageiros no ônibus estava entre cinquenta a sessenta. Todos gritaram, exceto Victor que não demonstrara nenhuma feição. Das luzes e sombras penetrantes em suas pálpebras, um clarão definitivo, como a do fim do túnel para um moribundo. O autocarro estava tombado na pista com as ferragens destruídas. O acidente entre um caminhão e aquele ônibus metropolitano era noticiário para o dia todo.

Em algum lugar onde as nuvens podiam ser apalpadas, num jardim florido, lembrando o Jardim do Éden ou os Campos Elíseos da Mitologia, Victor admirado caminhava sozinho até que, avista um quiosque e nele havia uma bela moça sentada no banco de madeira. Ele se dirige até ela.

– Eu… Eu estou morto! Mas o que você está fazendo aqui, Lilian?

– Ainda não chegou a sua hora! – Ela responde sem hesitação.

– Nos vimos na semana passada, nos despedimos e você estava muito feliz com o preparatório de seu casamento – Ele se perturba.

– Eu vim para dizer que ainda não chegou a sua hora, você deve voltar.  Quanto a mim, eu não morri, fique tranquilo! – Lilian o acalma.

– Ah… Eu entendi! Você é o que os cientistas falam de última reação química do cérebro, a minha última visão, não é?

– Victor, você não acredita nisso como um milagre divino? – Lilian abre um belo sorriso.

Paralelo à inconsciência de Victor, jovens médicos tentavam reanimar o moribundo.

– Rápido, o desfibrilador… Se afastem! Um… Dois… Três.

O corpo recebe a carga elétrica das placas e no impacto salta na maca do hospital. Uma… Duas e três vezes.

– Eu quero ficar aqui… Não posso voltar, aqui não dói e… Eu… Não quero sentir dor… Eu não quero ser infeliz! – Victor em tom de lamento.

– Bom… Nem sempre se tem o que se quer! – responde Lilian, a amiga que ele amava e que estava para se casar com outro.

Os médicos corriam pela vida do rapaz. “Aumenta mais a pressão!” diziam.

– Os batimentos estão voltando! A oxigenação está boa!

O pai de Victor cruzava as mãos em forma de prece e suspirava “Graças a Deus!”.

A noticia chegava pouco depois da oração.

-Seu filho passa bem, será uma recuperação gradual. Cuidaremos para que ele não sinta dor.

“Tenha Alvos”

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Eu particularmente, não vejo problema nenhum em conviver com pessoas descrentes, com pessoas amarguradas, com pessoas preguiçosas, mas se há um tipo de pessoa que é insuportável caminhar são as pessoas sem alvos.

Criei o hábito de todos os anos montar uma lista de objetivos que desejo alcançar, não significa que nestes anos eu tenha alcançado todos os anseios, mas eles me ajudam a caminhar decididamente.

Se você não estabelecer metas tudo o que acontecer na sua vida foi o acaso, não da nem pra comemorar. Seja decidido, extraordinário porque de ordinário o mundo já está cheio, e é de pessoas que sabem de onde vem e pra onde vão que o mundo precisa. Seja decidido. Escreva metas.

 

Acreditar é preciso…

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Depois de tanto se decepcionar com os meus amigos e parentes, amores e mestres, eu quase que desacreditei da bondade no homem, da bondade em mim.

Depois de me decepcionar com a humanidade, que dia após dia, há centenas de anos vêm sendo espectador de crueldades indescritíveis e simplesmente não faz nada, eu também não faço nada, no macro e nem no micro eu quase desacreditei.

Acreditar na humanidade toda é mesmo impossível, mas que você hoje acredite nos seus, acredite em você. Ainda que o mundo ande na contramão do que é bom, puro e reto, decida você ser diferente. Acredite em poucos, faça muito por poucos, mas com certeza no muito se alegrará.

Minha prece a Deus hoje é que te ajude, assim como a mim, nos ajude a sermos bom. Minha prece hoje a você: deixe-se ser ajudado.

 

 

 

“Eu entregarei tudo”

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Essa é a história de muitas pessoas que tentam preencher suas vidas com coisas, mas continuam vazias, porém existe um caminho; uma verdade que nos leva a encontrar a vida, uma vida preenchida não por algo, mas por Alguém.

O tempo passa rápido demais, nossa vida e prioridades mudam constantemente e possuímos uma tendência enorme a direcionarmo-nos aquilo que não será eterno em nós. Damos um imenso valor para quem não merece, desmerecemos quem faz muito por nós.

Passamos tempo demais preocupados com o futuro de tal modo que esquecemos o presente e só enxergamos o passado quando as feridas doem. Corremos atrás de dinheiro e de objetos supérfluos, não nos lembramos dos singelos momentos.

Até agora só apontei os defeitos, mas então o que fazer para ser verdadeiramente feliz? O negrito responde.

 

 

O menino e o carro das verduras

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Hoje ao final da tarde, após um dia cansativo, ouvi um barulho que chamava a vizinhança a comprar, “é final de ano” o carro anunciava ofertas, mas não eram de presentes de natal, era um carro que anunciava a venda de frutas e verduras.

Avistei um movimento e era minhas tias indo buscar o dinheiro para comprar frutas e verduras, mas o carro passou sem ‘ouvir’ o chamado delas. Meu afilhado pequenino fez um sinal com a mão e o carro das verduras voltou. O menino ficou numa imensa alegria, os lábios não disseram nada, mas os olhos denunciavam-lhe.

Minhas tias olhavam as frutas e verduras e ele como não conseguia enxergar tudo ficava atento a ouvir o que o senhor as oferecia. As palavras do menino foram engraçadas, nunca pedia nada, mas lançava algumas hipóteses: “eu adoro abacaxi, eu gosto de laranja, pepino é tão bom né?”.

O senhor, dono do carro das verduras, descascou uma laranja e ofereceu ao menino. Minhas tias terminaram as compras e o carro foi embora. O menino muito alegre entrou em casa, ganhou o dia por comprar umas simples verdura.

De tal ilustração, notamos que a vida é o carro das verduras, podemos reclamar do que ali não tem, ou podemos ser feliz no pouco com aquilo de bom que já temos. O problema é que esperamos muito para ser feliz; o carro do ano, a casa moderna, o emprego dos sonhos, a viagem incrível, mas deixamos de perceber que a beleza está nos olhos de quem vê e que todos os nossos dias podem ser feliz à medida que olhamos por outra ótica aquilo que acontece diariamente em nós.

Contagie com amor, não contagie com reclamações. Que em nossa lápide esteja escrito: “ele soube viver”.