No começo era relacionamento…

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No inicio Deus criou o homem e viu que isso era bom… até que…

Os homens começaram a se agrupar, se organizando em comunidades, criaram rivalidades e combatiam-se para firmarem sua tribo acima das demais.

A comunhão do ser humano com o seu semelhante, e com o próprio Deus tornou-se fragmentado. Daí, o plano divino do resgate à harmonia completa do relacionamento entre o Criador e seus filhos.

Com Jesus enfatizando aos seus discípulos que deveriam amar uns aos outros, independente de qualquer convenção social, moral ou política. Deveriam se amar. Ainda ao pai rogou por união JOÃO 17.21 .

A vontade de Deus foi revelada ao mundo na figura de seu Filho, Jesus Cristo e o Filho revelou a vontade do pai ao seus discipulos.

No meio da história Deus se revelou ao homem e viu que isso era bom…

Destruindo toda a lógica de fragmentação e rivalidade entre as pessoas, os discipulos começaram a se agrupar, se organizando em comunidades. Contudo, também criaram inimizades por firmarem sua tribo abaixo das de todas.

Firmar abaixo das estruturas sociais uma verdade: que a comunhão é um dos fatores mais fascinante da vida. E como disse Erico Veríssimo “Somos nada mais e nada menos que apenas irmãos!”

Hoje Deus observa o homem e o que será que vê, nesse momento da história?

Os homens novamente começaram a se agrupar, se organizando em comunidades, criaram rivalidades e combatem-se para firmarem sua tribo acima das demais.

Pensemos nisso.

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Cuidado! Silêncios geram gritos…

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Imagem do filme Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha.

“Passa de mim o cálice”. Duas figuras marcantes utilizaram essa expressão, a primeira foi Jesus Cristo orando no jardim do Getsêmani, e dele acrescento conforme diz a bíblia o “Se possível passar”. A segunda cantou essa expressão em “Cálice”, Chico Buarque e Milton Nascimento.

Podemos dizer, a princípio, que há desconexão e não faz sentido misturar Jesus Cristo e Chico Buarque num mesmo texto. Por hora, analisemos que o “Cálice” é uma figura muito importante ainda hoje. Simplificando, o cálice nada mais é do que uma “taça” para servir algo.

Jesus Cristo seria servido do cálice da “separação de Deus”, e posteriormente, ele nos oferecia um cálice com “o sangue da nova reconciliação”. Mas, na história, o cálice que a religião começou a distribuir gerou muito “cale-se” de Chico Buarque.

Houve, por muito tempo, a imposição do silêncio. “Isso não se fala”, “isso não se discute!”. Da igreja esse comportamento se alastrou às casas, às escolas e ao ambiente corporativo. Houve ditadura governamental, espiritual, emocional. Contudo, quem rompe com o silêncio, não fala, ma sim grita!

Quem consegue se livrar da mordaça grita! Talvez, seja esse o motivo de não conseguirmos mais, nesse liberalismo, absorver as inúmeras vozes dissonantes da sociedade.

Quais são os silêncios que lhe oferecem cotidianamente? Quais realmente devemos tomar? E ainda, quais devemos cantar “Pai, afasta de mim este cálice (cale-se)”?

Pensemos nisso.

Entre a Fé e a Expectativa

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Existe uma linha muito tênue entre a expectativa e a fé, e quando isso não é observado caímos em total frustração. Para evitar os desapontamentos, até temos o conhecido ditado: “Crie gatos, menos expectativas!”. Mas apesar de resultados dolorosos, essas expectativas nos fazem sentir vivos. Ter fé também é um dos ingredientes essências para a jornada existencial.

O grande problema da tenuidade desses dois elementos é a confusão que pode causar nas pessoas. Uma criança junta às mãos rezando por sua mãe que sofreu um acidente de carro e com isso ele tem expectativa, de que ela, ainda jovem, voltará para casa. Enquanto um rapaz, em sua fé, acredita que o destino tem lhe reservado uma mulher que lhe será a sua esposa.

Podemos cair no pensamento de que, no primeiro momento, ter fé é gerar expectativas. Porém, a fé chega ser mais do que isso, a fé é a tranquilidade, a certeza. E para a criança que estava com a mãe internada, apesar de toda a jovialidade dela, e do ambiente propiciar expectativas de que jovens não morrem. A expectativa falhou com o garoto.

O rapaz aguardava a sua noiva na igreja, ele tinha fé que ela iria aparecer. Contudo, nada aconteceu. A fé e a expectativa estavam com papéis trocados, e só o que poderia acontecer é dores mais agudas.

É, realmente, difícil lidar com expectativas e fé, de modo que, vivos com todas essas emoções, não queiramos morrer em algumas delas. Quando esgotamo-nos de frustrações, não resta mais sinceramente o que dizer, senão: “Ajuda a minha incredulidade!” E pessoas incrédulas são tão tristes quanto às pessoas que ainda preferem se permitir criar expectativas ou algum tipo de fé.

Minhas expectativas me feriram novamente, é hora de começar mais uma semana… Bora?

 

Cuidado com o ladrão dessa semana…

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Há uma música muito interessante do cantor Gabriel, O pensador; em determinada estrofe é cantado: “A rua é perigosa então eu vejo televisão (Tá lá mais um corpo estendido no chão!)”… De uma música muito completa e crítica à forma da educação predatória, quero extrair somente esse trecho para reflexão.

Os jornais, de tendências sensacionalista, são a reprodução do “pior” que há no ser humano. Em outras palavras, vivem da desgraça do homem. E somos levados a desacreditar no ser humano, a desconfiar de todo mundo, pois “o mundo está perdido”. Essa ideia é reafirmada e glorificada por púlpitos religiosos que defendem “o mundo está toda essa violência devido o diabo ter vindo para roubar, matar e destruir.”

Temos o contato com a mídia que desmoraliza o ser humano, e ainda mais com a religião que encapeta esse ser. O cenário é caótico! De inicio parece só restar duas opções: não sair mais de casa e não confiar em ninguém ou buscar uma salvação estilo Marvel para esse planeta.

Porém, se encararmos JOÃO 10:8 com seriedade, o texto eliminará essas duas opções e propor a solução. Se deixarmos de lado o sensacionalismo da TV Record e do Programa do Datena, e, se ainda ignorarmos o discurso terrorista evangélico que diz ser esse ladrão, o diabo; poderemos nós mesmos ser a solução!

Pois se pararmos para analisar nossas ações no cotidiano, notaremos em algumas vezes, que somos o ladrão que rouba sonhos, mata pessoas e destrói relações humanas. A mídia até grita a violência física, mas todos os dias nós somos os agredidos e os agressores emocional.

Em todo o lugar que houver o ladrão que rouba, mata e destrói; haverá uma atmosfera maléfica e doente. Grandes empresas sabem disso, por isso, tem explorado os “autos-ajudas”.

Como é o ambiente em que você está? Como é você no ambiente em que está? Lembrem-se, as boas pessoas constroem, mas o ladrão prefere reclamar, sempre ver o lado negativo da construção. Você constrói ou destrói sonhos?

Pensemos nisso nessa semana, pode até ser que comecemos a mudar a ótica sobre as pessoas que estão sobre esse mundo.

O vício nosso de cada dia

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Vícios. Quando o inconsciente explode tomando o controle da consciência e, perdendo-se de si mesmo, a lucidez vai a lugares sem paradeiros. Mesmo vozes como “Pare! Você deve parar!” não alcançam mais. A musculatura do corpo entra num colapso, o peito é sufocado e, logo em seguida, os tremores nas pernas se iniciam. A abstinência é sofrida.

Lágrimas implorando ajuda, ainda assim, não tira um olhar de viciado. Algo que não está mais na autonomia do seu próprio ser, que passou do seu limite, despertando algo profundo, medonho e desumano. Destruindo tudo de dentro para fora. Dos sentimentos ao corpo, do seu ego ao coletivo familiar. Outro ser despertado dentro de nós mesmos.

Das mãos com câimbra devido ao movimento repetitivo de fincar a faca no peito de seu semelhante, das incontáveis bebidas alcoólicas que ingeriu em menos de quinze minutos, do pó que lhe satisfaz as narinas. Do sexo compulsivo e liberal. Da gilete que percorre sobre o pulso tingindo-o da cor de sangue.

A inconsciência prazerosa, não mais reprimida e no comando do corpo. A consciência conflituosa, pedindo por misericórdia. Essa é a história do: “eu sei que as drogas acabam com a pessoa e fere quem me ama; eu também as amo, mas não posso mais voltar atrás, eu imploro me ajude!”. “Se possível, Deus me mate para poupar-nos este sofrimento.”

Onde perdemos o controle? Ainda há motivos para buscarmos a superação de nossos ciclos viciosos? Nisso devemos pensar. Boa semana!

Como devemos contar os nossos dias?

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Você está lendo isso hoje, mas o relógio sempre caminha para frente, o futuro se apresenta muito mais presente do que há cinco minutos. É verdade que não podemos parar o tempo e todos que tentam fazê-lo acabam sofrendo.

Querer parar o tempo é ter dentro de si angústia, medo do que pode vir. Tentar congelar o tempo é querer construir uma cadeia em suas emoções. É você parar no tempo e não você parar o tempo.

Há duas formas de lidar com o tempo passado: uma é se agarrar a ele e não permitir novidade de vida. “Ah… Por que quando meus pais eram vivos…”, “Quando eu tinha aquele emprego…”, “Quando nos casamos era…”; a outra é também se agarrar ao tempo, mas para solidificar o que está por vir, é dar a devida importância para tudo o que já se passou na vida e compreender que são experiências.

O filme O Resgate do Soldado Ryan termina com uma bela cena, o velho Ryan está diante do túmulo do capitão que lhe salvou a vida, emocionado ele diz: “Eu fiz a sua vida valer a pena em mim.” Em alguns momentos teremos de romper o passado, qual é a forma que utilizaremos para isso?

Há um salmo (90:12) que diz ”Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio”. Perdi minha mãe aos doze anos e a forma que encontrei para continuar foi “viver para que todos a vejam em mim.” Essa é a forma que conto os dias, ao contrário de que morreu, o mais importante foi que ela viveu.

Agora mais um dia irá começar. Como foram os seus dias anteriores, sabe contar?

O poder da droga da música

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Continuando a série de reflexões semanais sobre um versículo bíblico e não perdendo a referência externa sobre o momento social a qual vivemos, o tema é sobre música. A música no nosso cotidiano, a música que toca constantemente nos nossos fones de ouvidos. Mas antes de prosseguir, você já parou para pensar no poder que a música tem sobre as nossas emoções, nossos estímulos, e o nosso corpo?

Eis o texto: “E sempre que o espírito mau de Deus acometia o rei, Davi tomava a harpa e tocava. Saul acalmava-se, sentia-se aliviado e o espírito mau o deixava.” 1 Samuel 16:23. Fico imaginando qual seria a melodia que Davi compunha nessas horas para Saul; até podemos sugerir canções, mas jamais saber qual seria a tocada.

A música tem o poder de terapia, entretenimento, alienação. Desde o inicio da história essa arte foi consumida, interpretada e usada de formas diversas, mas ainda hoje tem o desconhecimento de seus limites. O que é música? O que não é? Se sua alma agonizasse nesse momento qual estilo musical lhe acalmaria? E se você quisesse se alegrar, dançar… Qual seria?

Classificar o que é e o que não é música chega ser injusto, pois, essa é um processo particular entre o ouvinte e a melodia escutada. Mas, em nossos sentimentos conseguimos dizer quais músicas são terapêuticas, quais são para festejos e, com um pouco mais de olhar crítico, até dizer o que é alienação.

A música é sempre sentida, primeiramente, pelo compositor. Músicas são histórias e emoções. Vale à pena refletir o que essas têm nos transmitido. A música de amanhã cedo lhe renova ou aliena? Isso tem de ser respondido por você e não pela cantora Anita ou pelo Senado Brasileiro.

 

A renovação versus O conservadorismo – Em qual lado você está?

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Do filme: A Paixão de Cristo

Nessa semana ouvi a fala de Sérgio Groisman que me chamou muito a atenção, “Eu gosto de entrevistar os adolescentes, por que eles falam o que vem a cabeça.” A discussão estava em torno dos diferentes públicos de televisão. Para Groisman, os adolescentes são a possibilidade da quebra do previsível, do questionamento de toda a estrutura social.

Continuando a série de pequenas reflexões a partir de um versículo bíblico, neste momento, quero falar da dificuldade que temos de romper com o velho. Em todos os setores sociais temos esse problema, desde a política ao campo religioso. Quer um exemplo?

Diz a bíblia: “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformada pela renovação do vosso entendimento, para que experimente qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2 Passe a perceber o quanto é difícil ser renovado de entendimento para a própria religião que declara em seus cultos tal texto. Mesmo aquela religião que se diz ser a do Novo Testamento, porém ela mesma não consegue romper com o espírito de Velho Testamento.

Contudo, essa questão de conservadorismo está por toda parte, temos pessoas que preferem estagnar em um relacionamento e sofrer, ao invés de se lançar à novidade do que pode ser a ausência dele; outras ainda preferem reclamar do trabalho, a tomar a atitude de mudá-lo. O velho nos condiciona sempre a repetições.

Minha amada professora de Língua Portuguesa me ensinou a ter medo de “saudosismos”, pois sempre estaremos apegados a um passado que talvez nos acomode, e não nos faça evoluir. Pensar nisso agora pode nos prevenir de ascensão social de pessoas como Bolsonaro e nos sensibilizar e lamentar um dos erros repetidos ainda neste século XXI, que é ter Donald Trump representante de uma nação.

Pensemos em nossa renovação individual, espiritual, familiar e não nos esqueçamos principalmente do social. A vida se apresentará muito mais interessante a partir disso! Boa semana.

 

Quando gritamos nossos sentimentos

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É difícil expor suas verdadeiras emoções e franqueza para os outros.

Ele engolia goela à baixo todos os seus problemas, os conflitos e a sua infelicidade. Era uma muralha. Mas aos poucos essa estrutura ia se rompendo. Ela gritava ladeira à baixo, “preciso de ajuda”, “sou infeliz”, e mais coisas do tipo dramático.

Ele tinha um inferno dentro de seu ser, mas fora dele, havia um paraíso criado pelo contrato social. Ela tinha o céu dentro de seu ser, mas fora dela, havia um inferno criado pelas fofocas daquelas que ela confiou-lhe contar a vida.

Muitas palmas para o menino, ele se formou em uma universidade e se casou. Vaias para a menina dramática “isso não é vida!”, ela não consegue saber qual universidade fazer.

A muralha em certa manhã veio ao chão. Ele que nunca dissera nada sobre seu problema com a vida provocara uma parada cardíaca. E ela que, choramingava para os amigos, viveria para escrever mais histórias como essa.

Prisões e ilusões Emocionais

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Imagem: Série Dr. House (4ºTemporada – Episódio 15 House’s Head) Cuddy é a pupila de House, e só é palpável em suas alucinações.

Até que ponto nós lutamos contra a razão e os fatos? Qual é o limite entre realidade e ilusão? Queremos mesmo as respostas ou fingimos estar no escuro tateando-as, quando na verdade, somente os olhos estão fechados?

Ele não consegue mais se envolver sentimentalmente, tem medo de sentir dor. Na verdade, tem medo da rejeição. De abrir o guarda-chuva para ela e ver que ela prefere ir pela chuva. Não suportaria mais uma vez a cena, de planejar um almoço particular e, quando chegar na hora ter outros sete convidados na mesa. De ir beijar a boca e receber o rosto.

Ele não consegue mais ter esperança contrariando os fatos. Quanto mais amigos forem, cuidará melhor dela. “Conquistarei o seu coração” pensava assim, mas  a verdade é que, sempre só é possível pedir.

Na realidade, ele senta sozinho no sofá. Ela abraça outro depois do jantar. Ele sorri de conformismo, ela de vitalidade. Para ele, não dava mais!

Ele tinha medo da rejeição. Começou a chover e não estendeu o guarda-chuva, recebeu um telefonema de outra e rejeitou o jantar. Recebeu a boca e deu o rosto. Resolveu conquistar relacionamentos impossíveis para não se sentir deprimido ao falhar nas possíveis.

Não respeitou os limites entre a vida real e o fantasioso… Cápsulas desciam-lhe a garganta e ele ria ao vê-la dizendo-lhe que não aguentava mais ficar sem seu amor. Até se beijavam felizes. A LSD e a VODKA deveriam aumentar cada vez mais para manter isso…